Quinta-feira, Maio 11, 2006

A declaração de Bolonha

A declaração de Bolonha assenta em três princípios básicos: maior concorrência entre os sistemas de ensino europeus, maior mobilidade de estudantes e profissionais na Europa e maior capacidade de gerar novos empregos. As vantagens associadas a estes princípios passam pela transparência comparabilidade e alargamento do mercado de trabalho. A mobilidade é útil quando a formação é cada vez mais entendida como aquisição de competências e potencial de aprendizagem, que se conseguem com experiências de vida.
A estrutura dos cursos está a ser ajustada às novas directivas, ou seja, existirá um 1º ciclo, de 3 anos, que corresponderá às licenciaturas actuais, que passará a ser uma fase de formação de competências, dando aos alunos ferramentas que os ensinem a aprender ao longo da vida. Um 2º ciclo, este de 1 ou 2 anos, que passará a valer como um mestrado, poderá ser feito em diferentes áreas das executas no 1º ciclo, que poderá ser mais profissionalizante ou científico. No entanto, em casos como a medicina o mestrado segue integrado no plano académico. O 3º ciclo é aquele que dá acesso ao grau de doutoramento, seguindo os mesmos princípios referidos anteriormente.
Existem várias questões associadas e este novo processo que é o caso da avaliação do ensino superior ficar vinculada ao European Network for Quality Assurance in Higher Education, o que elevará certamente a qualidade de ensino em Portugal. Outra questão prende-se com o financiamento do ensino superior, onde se prevê que, para os cursos em que a conclusão do 2º ciclo seja determinante para o exercício da profissão, que é o caso de algumas engenharias medicina e provavelmente direito, a lei prevê que as propinas dos mestrados fixadas sejam de valor equivalente à das licenciaturas. Mas nos cursos em que cumprir o 2º ciclo de estudos for uma opção do aluno, em função do mercado de trabalho, prevê-se que os mestrados tenham um valor de propinas equivalente ao actual. Esta situação modificará o panorama de financiamento das famílias para os estudos superiores, assim como, a forma de actuar dos agentes envolvidos para tal, como é o caso dos bancos. No que respeita ainda ao mercado de trabalho teremos cada vez uma sociedade em rede. Com empresas, universidades e respectivos capitais humanos a terem de interagir entre si de uma forma ainda mais global, o que elevará ainda mais a competitividade da Europa face aos EUA e às novas economias emergentes. Assim como, elevará também a competitividade entre os países europeus, aproximando-os também de uma cultura partilhada que se pretende cada vez mais europeia e evolutiva.

A Internet é democrática?

A Internet faz hoje parte do quotidiano dos países desenvolvidos, tendo sido já enunciada como um dos mais completos instrumentos para a saudável existência da democracia. De facto a Internet providência um espaço de debate que dá voz a qualquer indivíduo que queira expressar a sua opinião, contudo, isto gera um fluxo de informação impossível de gerir. Então, como se conseguem arranjar mecanismos que providenciem uma criteriosa, qualitativa e fidedigna extracção da informação relevante para cada um dos utilizadores da Internet? O apontador “google” certamente consegue dar uma ajuda a esta reorganização da informação. No entanto, temos uma emergente fonte de informação e opinião que são os blogues, acessíveis a todos os cibernautas, onde cada um é livre de expressar e mostrar o que pretende. Poderemos então esperar por um apontador única e exclusivamente para blogues? É uma possibilidade. Deste ponto de vista, sim é democrática, a Internet, dando voz a qualquer cidadão de qualquer país, não obstante do fluxo de informação que a própria faz circular, o que por vezes faz com que a informação que pretendamos encontrar esteja ou seja deturpada, restam os meios tradicionais de informação a ajudarem a fundamentar a informação pretendida ou criada. Mas se é esta a realidade para uns, para outros já não se pode dizer o mesmo, pois existem muitos países onde a fome e a miséria são pontos comuns, onde ter Internet deixa de ser prioridade. E se, para um país hoje ser competitivo necessita de criar valor através das novas tecnologias, isto se não dispuser de riquezas naturais, traça-se um maior abismo entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Ao invés de poder criar valor, a Internet, traz aos países mais pobres mais uma desvantagem competitiva. Como equilibrar esta nova ferramenta tão subjectiva? É esperar que exista da parte dos países mais avançados uma responsabilidade em ajudar os outros que não pertencem a este leque e esperar que os subdesenvolvidos aproveitem a informação que existe na Internet e a transformem em poder competitivo. E é deste ponto de vista que a Internet pode não ser tão democrática assim, pois quem não souber tirar e criar valor através dela, pelo referido anteriormente, ou seja, não possua tecnologia conhecimento e poder económico suficiente para tirar o maior proveito da era da informação, pode afundar-se ainda mais num navio que está já à deriva.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

Tema do Seminário

O tema que escolhi, para a apresentação do seminário no dia 3 de Junho, foi a Sociedade da Informação e Conhecimento (SIC) no consumo. Dentro deste tema indagarei o campo das telecomunicações móveis. A esfecificação dentro destes temas sobre o que irá ser analisado, será decidido à medida que a investigação for executada.

Terça-feira, Abril 18, 2006

Pode ser-se demasiado criativo?

A criatividade mais do que nascer com a pessoa ou se tornar um dom, ela é, sobretudo, uma arte que deve ser trabalhada. A criatividade não nasce espontaneamente é criada através de outras ideias, que surgiram de outras ideias e que criam. A forma, o empenhamento e esforço que colocamos numa determinada ideia criam um novo estado. No entanto, nem todas as criações resultam em benefício. Resta a quem cria e a quem coloca as ideias em funcionamento retirar o maior partido do capital humano de onde provêm as novas ideias. Assim, no campo empresarial terá de existir uma estrutura comunicacional que promova as novas ideias e as faça chegar ao centro de decisão. Contudo, uma avalanche de criatividade poderá distorcer as ideias interessantes, na medida em que, cada pessoa pode e deve ser criativa no seu posto de trabalho, no entanto, deverá ter sensibilidade ao trabalhar a sua criatividade para que, quando promova ou defenda uma nova ideia esta tenha consistência, e possa vir a trazer benefícios. Não só a ideia por si própria, mas se esta não valer por si só, que possa vir a despoletar uma nova criação e essa sim, crie valor para a empresa. Posto isto, demasiada criatividade só é negativa quando é feita desmesuradamente sem que se promova o objectivo final de acrescentar ou criar valor.

Quarta-feira, Março 22, 2006

Que papel tem Portugal na Sociedade de Informação?

A sociedade da informação caracterizada também pela tecnologia coloca esta como peça vital no desenvolvimento da própria, e é aqui que Portugal pode ser um player a nível global, na medida em que, o país deve procurar desenvolver núcleos de investigação tecnológica. Como exemplos disso temos os modelos da Finlândia, Singapura, ou mesmo Silicon Valley, ambos diferentes, mas com um objectivo em comum, desenvolver tecnologias inexistentes e transformar o mundo e a economia onde estão inseridos. Estes modelos procuram fonte de rendimentos especializando-se em determinadas tecnologias criando parcerias entre os vários clusters tecnológicos. Portugal deverá assim apostar na educação com ponto inicial dando às escolas ferramentas tecnológicas e formando pessoas nessa área, a das novas tecnologias, aproveitando o know how estrangeiro, percebendo-o e importando-o. Perceber onde os outros falharam corrigir e criar um novo modelo. A informação existe a capacidade para concretizar também. Vislumbrar o amanhã hoje, captar fundos de capital de risco mesmo que sejam internacionais. Ao invés de mergulharmos na info exclusão deveremos partir para a linha da frente. Chega de estradas e infra-estruturas de betão, chegou a hora do capital social e humano. Educar para que a informação não seja um estorvo mas uma arma de competitividade. Temos o turismo e se criarmos ferramentas tecnológicas visionadas para este sector podemos ser o West Cost Europeu, em concorrência ao americano. Venha visitar o west cost europeu, onde conjugamos a tecnologia com o melhor turismo.

Comentário ao Marketing: consumo personalizado ou camuflado? Blog Digital Thoughts

O futuro está aí mesmo, na capacidade das marcas de mostrarem aos consumidores quais as suas necessidades, mesmo que supérfluas ou puramente desnecessárias, no entanto, o facto das marcas fazerem sentir cada um especial à sua maneira traz consigo a diferenciação tão necessária à sobrevivência das empresas na era global. E se por um lado temos a customização no caso da MasterCArd, por outro temos o prazer saudável com a Compal. Estratégias diferentes mas com o mesmo objectivo, demarcarem-se da concorrência, mesmo que tenham sido as empresas a oferecer este tipo de produto sem supostamente ser o cliente a pedir, estas duas empresas tão no caminho certo, conseguem posicionar-se na crista do mercado no que respeita aos seus produtos e o consumidor não é ingénuo e sabe distinguir e discernir se deve ou não gastar dinheiro em determinado produto. Os melhores venceram a sorte aqui dita pouco.

Quinta-feira, Março 02, 2006

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Uma hora e meia com o Dr. Rui Marques na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa deu nisto, uma curta, mas intensa exposição, sobre os novos valores que emergem num mundo que se transforma a várias velocidades. A cultura dos povos assim o dita. A era do digital aqui e agora. A revolução digital, esta, que permite estar agora a partilhar este conhecimento consigo, leitor internauta. É Partindo da premissa que o consumo, aliado a factores de gestão, é a base do crescimento da economia, levando a um desenvolvimento da sociedade onde este emerge, e, emulando este conhecimento ao factor Marketing na Publicidade, como mostra da representatividade de valores inconscientes, mas recebidos e assimilados pelos espectadores e consumidores dos velhos e novos media, que parto para a exemplificação de dimensões como a velocidade, a mobilidade, os ciclos curtos, o império do novo, o prazer, a interactividade, a mobilidade, entre outras, problematizados no encontro de hora e meia acima referido. Observando um anúncio publicitário de uma marca da indústria das comunicações móveis, uma das empresas tinha o seguinte anúncio - “Sofá SMS”, este anúncio de 2002 pretende que a utilização das SMS seja útil e necessária, promovendo assim este tipo de comunicação - Um casal está sentado no sofá e trocam mensagens provocadoras e algo eróticas, fazem-no pois têm os filhos ao pé de si no sofá, entretidos com a televisão. Depois desta troca de SMS levantam-se do sofá e seguem para o quarto presume-se. Com o slogan “mensagens escritas OPTIMUS, o que não poder dizer, escreva." Podemos observar o seguinte: no que respeita à velocidade, era precisa ser imediata e é. Tem toda a mobilidade e interactividade, ambas as pessoas conseguem não mexer os lábios, mas mesmo assim falar, recebem e dão informação, mesmo estando outras pessoas presentes. Comunicam com o intuito de obter prazer um do outro. Este é um pequeno exemplo apenas demonstrativo de que existem várias dimensões que a tecnologia e o desenvolvimento trazem consigo, e quem melhor e mais cedo se souber adaptar, às novas necessidades emergentes cria valor e obtém vantagem competitiva. É preciso estar atento num mundo onde captar a atenção humana é cada vez mais difícil.

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Pensamento sobre a disciplina em causa

Face ao programa da disciplina nota-se uma preocupação em precorrer todo o espaço que os Meios Digitais e Interactivos (MDI) ocupam na sociedade contemporânea, o que é óptimo. Espero, no entanto, que esta ligação seja feita, também, de forma a perspectivar o uso e aplicação dos MDI nas saídas profissionais.
Filosofar sobre esta nova face e realidade da sociedade é importante, mas importante também é saber como aplicar e onde os MDI.

Sociologia da Cultura e dos MDI

Este blog está a ser criado para a disciplina Sociologia da Cultura e dos MDI.