A declaração de Bolonha
A estrutura dos cursos está a ser ajustada às novas directivas, ou seja, existirá um 1º ciclo, de 3 anos, que corresponderá às licenciaturas actuais, que passará a ser uma fase de formação de competências, dando aos alunos ferramentas que os ensinem a aprender ao longo da vida. Um 2º ciclo, este de 1 ou 2 anos, que passará a valer como um mestrado, poderá ser feito em diferentes áreas das executas no 1º ciclo, que poderá ser mais profissionalizante ou científico. No entanto, em casos como a medicina o mestrado segue integrado no plano académico. O 3º ciclo é aquele que dá acesso ao grau de doutoramento, seguindo os mesmos princípios referidos anteriormente.
Existem várias questões associadas e este novo processo que é o caso da avaliação do ensino superior ficar vinculada ao European Network for Quality Assurance in Higher Education, o que elevará certamente a qualidade de ensino em Portugal. Outra questão prende-se com o financiamento do ensino superior, onde se prevê que, para os cursos em que a conclusão do 2º ciclo seja determinante para o exercício da profissão, que é o caso de algumas engenharias medicina e provavelmente direito, a lei prevê que as propinas dos mestrados fixadas sejam de valor equivalente à das licenciaturas. Mas nos cursos em que cumprir o 2º ciclo de estudos for uma opção do aluno, em função do mercado de trabalho, prevê-se que os mestrados tenham um valor de propinas equivalente ao actual. Esta situação modificará o panorama de financiamento das famílias para os estudos superiores, assim como, a forma de actuar dos agentes envolvidos para tal, como é o caso dos bancos. No que respeita ainda ao mercado de trabalho teremos cada vez uma sociedade em rede. Com empresas, universidades e respectivos capitais humanos a terem de interagir entre si de uma forma ainda mais global, o que elevará ainda mais a competitividade da Europa face aos EUA e às novas economias emergentes. Assim como, elevará também a competitividade entre os países europeus, aproximando-os também de uma cultura partilhada que se pretende cada vez mais europeia e evolutiva.
